Um chimpanzé apreendido em um navio, passa a observar os seres humanos e a imitá-los, tornando-se um deles e entrando para o show business. Depois de sua adaptação, no auge de sua carreira artística, apresenta uma palestra contando sua experiência.
Por este breve resumo, o espetáculo Primus já instiga uma grande curiosidade. Quando acrescentamos as informações de que a encenação é baseada no conto Comunicado a uma Academia de Franz Kafka, e que a Boa Companhia de Teatro está há dez anos em cartaz com este espetáculo, a qualidade da peça passa a ser inegável.
Quatro atores alternam suas interpretações entre o homem e o macaco, mesclando tambores, gritos, sapateados, músicas e imagens contemporâneas. O trabalho corporal e vocal precisos, com cenário e figuro simples, ambienta a encenação entre o caos e a melancolia.
Pedro, o vermelho, é um macaco que é apreendido por tripulantes de um navio e seu destino será um circo em terra firme. Enjaulado, o macaco sofre alguns abusos dos marujos como ser queimado com cigarro, forçado a ingerir bebidas alcoólicas e ainda ouvir todo o tipo de ofensa. Ele percebe então que imitar os humanos além de não ser nada difícil, seria sua salvação.
O espetáculo envolve o público com seu humor e procura despertar uma reflexão sobre a tão valorizada superioridade da inteligência humana e sua suposta liberdade, mas que despreza a natureza e seu ancestral mais direto, revelando a faceta mesquinha, egoísta e melancólica da humanidade.
Devo primeiramente confessar que nunca fui muito com a cara deste judeu narigudo que usa óculos pretos e grossos. Nunca assisti fervorosamente a seus filmes, nem conhecia seu famoso senso de humor único e refinado. Para mim, ele era um completo estranho. Até que uma força do destino coloca em minhas mãos um de seus livros de contos : “Side Effects” de 1975. Curiosa, comecei a ler e logo fiquei fascinada.
Não é de hoje que o jornalismo da RPC pode ser comparado ao do Jornal Hoje: matérias de comportamento, culinária, curiosidades e outras inutilidades. Realmente um desperdício para um dos poucos espaços existentes para tratar das problemáticas do estado.
É hoje. Dia cinco de junho. E o Google não lembrou. Ou simplesmente não é uma data importante para uma mega empresa. Aniversário de artistas, eventos científicos e finais de campeonatos de futebol devem dar mais créditos para o site que o dia do Meio Ambiente, afinal. Acontece exatamente como o Dia da Educação, motivo de post em abril. Ninguém se lembra. Ou quando lembra faz passeata, inaugura uma praça ou um projeto em alguma escola.
Mesmo bastante doente e com o corpo muito dolorido devido à Benzetacil, lá estava eu no domingo, dia 10, na Arena Expotrade para assistir ao show de umas das maiores bandas de rock do mundo. Não é minha banda favorita, mas é necessário admitir que eles têm uma importância fundamental para a música nas últimas décadas.
Hoje é 28 de abril, Dia da Educação. Você certamente não sabia. Ninguém sabia. E essa é a maior prova de que a educação de qualidade ainda não é prioridade para a sociedade brasileira.
No úlitmo dia 19, estive na cidade de Aparecida, interior de São Paulo. Conhecida como a capital da fé, a cidade é assim chamada porque em 1717 pescadores teriam encontrado uma imagem de Nossa Senhora dentro do rio, e a partir de então recebido muitas graças, e todo o vilarejo passou a adorar a santa aparecida que realizava milagres.
Depois de algum tempo, finalmente assisti ao grande vencedor do Oscar 2009: “Quem quer ser um milionário”. Um filme que chegou despetencioso e conquistou corações. Inclusive o meu. A história do menino Jamal, um pequeno favelado da Índia, que sobrevive a muitas aventuras ao lado de seu irmão Salim e da bela Latika é fascinante. Os cenários e paisagens por onde os garotos passam são muito belos, e as dificuldades que sofrem ao serem explorados e viverem nas ruas são tocantes.
Logo ao entrar no Teatro da Reitoria, me deparo com uma enorme tela na frente de todo o palco, e já disparo que seria mais uma peça com algumas interações em vídeo, em que os atores ficam atrás do tecido. Logo nas primeiras cenas do espetáculo, meu queixo vai ao chão e quase não consigo acreditar no que vejo. A perfeita interação dos atores com as imagens projetadas, que compõem os cenários do espetáculo, na tela a frente e também em outra atrás deles é incrível. Não parece mais que estamos vendo uma peça de teatro, mas sim no cinema. Cenas em movimento, perspectivas, utilização de vários planos e cenários muito realistas causam espantos de admiração.