A chegada de janeiro provoca em todos reflexões, esperanças, promessas. As pessoas fazem balanços do último ano procurando sinais de que o próximo será ainda melhor. É incrível como uma simples mudança no calendário pode afetar nossos sentidos e sentimentos. De repente parecemos mais fortes, mais dispostos, mais otimistas. Viagens, festas, loucuras e bebedeiras marcam a celebração do novo, do que ainda está por vir. Este ano, depois de muitos reveillons na praia, fiquei em Curitiba com a família. Um tanto deprê, confesso, mas não por isso menos reflexivo. Fui tomada pelo sentimento de que a vida realmente dá muitas voltas, e, quando menos percebemos, estamos de volta ao mesmo lugar. E que quando o relógio marca a zero hora, absolutamente nada muda. O que muda é você. Isso me fez perceber que a frase de Drummond nunca fez tanto sentido: “É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre”.
Não é preciso chegar o primeiro de janeiro para que a vida mude. Pode ser que em março, agosto ou mesmo em dezembro sua vida lhe traga surpresas, decepções e desafios, e tudo mude completamente. É sempre preciso estar preparado. Não se pode adiar a vida, ela acontece a todo instante e não apenas quando fingimos deixar as trapalhadas de um ano velho de lado e fazer tudo diferente no que está começando. Esse pseudo otimismo de ano novo me deixa um pouco mau-humorada, mas isso é normal. Também não vou fazer filosifia barata dizendo que é preciso fazer de cada dia um ano novo, afinal sabemos que assim como mudanças, a vida também está cheia de estagnação. Mas espero que eu consiga desvendar cada oportunidade de mudança, e que o ano novo aconteça naturalmente, como os ciclos, as estações do ano, os voos das andorinhas, e eu esteja pronta para ele. “É preciso estar atento e forte”.
É claro que este texto foi uma boa desculpa pra tentar retomar esse blog. Mais uma promessa de ano novo, mais uma prova de que eu também sou clichê.
Um chimpanzé apreendido em um navio, passa a observar os seres humanos e a imitá-los, tornando-se um deles e entrando para o show business. Depois de sua adaptação, no auge de sua carreira artística, apresenta uma palestra contando sua experiência.
Devo primeiramente confessar que nunca fui muito com a cara deste judeu narigudo que usa óculos pretos e grossos. Nunca assisti fervorosamente a seus filmes, nem conhecia seu famoso senso de humor único e refinado. Para mim, ele era um completo estranho. Até que uma força do destino coloca em minhas mãos um de seus livros de contos : “Side Effects” de 1975. Curiosa, comecei a ler e logo fiquei fascinada.
É hoje. Dia cinco de junho. E o Google não lembrou. Ou simplesmente não é uma data importante para uma mega empresa. Aniversário de artistas, eventos científicos e finais de campeonatos de futebol devem dar mais créditos para o site que o dia do Meio Ambiente, afinal. Acontece exatamente como o Dia da Educação, motivo de post em abril. Ninguém se lembra. Ou quando lembra faz passeata, inaugura uma praça ou um projeto em alguma escola.
Mesmo bastante doente e com o corpo muito dolorido devido à Benzetacil, lá estava eu no domingo, dia 10, na Arena Expotrade para assistir ao show de umas das maiores bandas de rock do mundo. Não é minha banda favorita, mas é necessário admitir que eles têm uma importância fundamental para a música nas últimas décadas.
Hoje é 28 de abril, Dia da Educação. Você certamente não sabia. Ninguém sabia. E essa é a maior prova de que a educação de qualidade ainda não é prioridade para a sociedade brasileira.
No úlitmo dia 19, estive na cidade de Aparecida, interior de São Paulo. Conhecida como a capital da fé, a cidade é assim chamada porque em 1717 pescadores teriam encontrado uma imagem de Nossa Senhora dentro do rio, e a partir de então recebido muitas graças, e todo o vilarejo passou a adorar a santa aparecida que realizava milagres.
Depois de algum tempo, finalmente assisti ao grande vencedor do Oscar 2009: “Quem quer ser um milionário”. Um filme que chegou despetencioso e conquistou corações. Inclusive o meu. A história do menino Jamal, um pequeno favelado da Índia, que sobrevive a muitas aventuras ao lado de seu irmão Salim e da bela Latika é fascinante. Os cenários e paisagens por onde os garotos passam são muito belos, e as dificuldades que sofrem ao serem explorados e viverem nas ruas são tocantes.
Logo ao entrar no Teatro da Reitoria, me deparo com uma enorme tela na frente de todo o palco, e já disparo que seria mais uma peça com algumas interações em vídeo, em que os atores ficam atrás do tecido. Logo nas primeiras cenas do espetáculo, meu queixo vai ao chão e quase não consigo acreditar no que vejo. A perfeita interação dos atores com as imagens projetadas, que compõem os cenários do espetáculo, na tela a frente e também em outra atrás deles é incrível. Não parece mais que estamos vendo uma peça de teatro, mas sim no cinema. Cenas em movimento, perspectivas, utilização de vários planos e cenários muito realistas causam espantos de admiração.